Choose Your Howl

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

RIP Lifelover. RIP B.


O Depressive Black Metal vem crescendo cada vez mais e se tornando por vezes saturado, porém sempre existem bandas que se destacam e mostram diferencial, estamos diante de um caso no mínimo genial. Formado em 2005 o Lifelover contava apenas com dois integrantes, B. (Jonas Bergqvist) e () (Kim Carlsson), que no mesmo ano lançaram uma promo contendo apenas duas faixas instrumentais, que nunca fora lançada. Após um ano de formação, o duo Sueco voltou a compor no início de 2006, onde já apresentava material suficiente para um álbum, dado assim início a 'Pulver' o ábum de estréia. Com o início das gravações em abril do mesmo ano, foram recrutados mais dois membros, 1853 e LR, assim formando definitivamente o Lifelover.'Pulver' foi lançado após um mês e logo de cara impressionou, assim como todos os trabalhos posteriores, Erotik (2007), onde foi recrutado H.Konkurs (2008) onde posteriormente LR sairia da banda para se dedicar a fazer filmes, assim juntando-se mais dois integrantes, Fix e S.Após a trinca inicial de álbuns, o Lifelover ficou bem conhecido na cena underground, e já gozava de um grande reconhecimento pela sua musicalidade singular, e então fizeram sua primeira apresentação no 'Harry B James' em Stockholm, provando para todos ali presentes que não eram somente uma banda de estúdio.Após dois anos de hiato o Lifelover retorna e lança oque seria sua despedida, Sjukdom (2011), que mantêm a musicalidade singular do grupo, porém traz um Lifelover maduro, instrumentalmente e liricamamente, contando também com uma boa produção que marca este como um dos melhores trabalhos do grupo. Mas infelizmente um fato trágico interrompe a carreira dos Suecos, B. (Jonas Bergqvist) é encontrado morto em seu apartamento por circunstâncias que ainda estão sobre investigação, assim encerrando o legado de não somente uma banda única, mas sim de um grande e talentoso músico.Não precisando de muitos acordes para fazer o ouvinte sofrer, em cada nota o desespero e a dor transbordam em riffs atonais e sem complicações, com os vocais avassaladores dividos por (), B. e LR que não economizam em nada para chorar quando preciso e gritar quando necessário, simplismente incontestável a interpretação de todos vocais que em cada trabalho vieram se superando.Não preso á rótulos o som do Lifelover se completa ainda mais quando pianos e uma 'pegada' do rock simples dão as caras, estes somam-se perfeitamente em meio ao rasgado das guitarras e a bateria marcada, formando uma estrutura musical única. Em suas letras a banda também mostra seu diferencial, não presos somente á depressão abordam temas cotidianos com uma boa dose de sarcasmo. A discografia desta genial fábrica de sentimentos é como uma montanha-russa emocional, varia de atmosferas suicídas a colapsos e explosões de ódio, tão marcantes e espressados de forma tão viva que sua música toma um rumo em que é inexplicável e inrotulável, é simplesmente Lifelover.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Nargaroth - Black Metal Ist Krieg (A Dedication Monument) (2001)


Talvez um dos trabalhos mais conhecidos e também mais comentado desta já clássica one man band Alemã. Repercuções a parte, Black Metal Ist Krieg não fica atrás de nenhum álbum lançado posteriormente tanto quanto anteriormente, porém neste Kanwulf superou-se mais uma vez, musicalmente e líriamente. Arriscando covers na linha severa e quadrada de sua musicalidade, Kanwulf trouxe sua essência emocional para cada uma das faixas aqui contida, buscando algo além do ódio e da misantropia, ainda que sempre presentes, a parte do título 'A Dedication Monument' é muito bem explicada durante o desenrolar da audição. Abrindo o trabalho após uma introdução desnecessária, o título do álbum é traduzido por tremolos atrás de tremolos e muita fúria, com seu refrão esgoelado e marcante, Black Metal Ist Krieg abre as portas para diferentes sentimentos, prevalecendo o ódio é claro. Neste trabalho Kanwulf trouxe covers intercalados a canções próprias, todos merecem a audição pela roupagem ainda mais furiosa que o Nargaroth trouxe a eles, porém o que mais gostei foi 'I Burn For You', sem desmerecer os outros. Não me levem a mal, mas me atentarei somente as composições próprias. 'The Day Burzum Killed Mayhem' começa com a notícia real do assassinato de Euronymous, a partir disto Kanwulf despeja todo seu ódio em riffs incessantes e cospe todos seus sentimentos pela morte de Oystein Aarseth, como deixa claro no trecho: 'Black Metal was never really the same'. Uma faixa cortante e simples, com uma letra muito bem expressada. 'Erik, May You Rip The Angels' é uma dedicatória ao antigo baterista do Immortal e também membro fundador do Borknagar, que cometeu suicídio dois anos antes deste lançamento. Seguindo com a fórmula simples e crua esta longa faixa sem dúvidas é um dos destaques do álbum, tanto pela sua representação lírica como sonora. Dona de uma letra caprichosa, a intervenção dos riffs magistrais de 'The Sun No Longer Rises' do Immortal couberam perfeitamente e trouxeram outra representação a esta música, que a tornou sem dúvidas em uma marcante dedicatória. Mas, uma faixa em especial surpreendeu em meio a fúria, 'Seven Tears Are Flowing To The River', expressiva, melancólica e intensa, destoa de forma única as demais. Uma música que expressa a fundo os sentimentos que viriam a ser exaltados em trabalhos posteriores a este. Outra faixa que também merece grande destaque é 'Amarok - Zorn des Lammes III', começando por belos vocais limpos seguidos por belos riffs, abordando uma roupagem decadente e obscura. E para finalizar da mesma potência com que se inicia, Black Metal Ist Krieg finaliza com a destruidora 'Possessed By Black Fucking Metal', oque dizer? O título já diz tudo. Em suma, Kanwulf apresentou um Nargaroth amadurecido, ainda que engatinhando, os trabalhos posteriores são reflexos deste primeiro disparo chamado 'Black Metal Ist Krieg'. Essencial.

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sodom - In The Sign Of Evil [EP] (1984)


Muito se discute sobre quando o Black Metal foi realmente forjado, colocando de frente sempre nomes como: Venom, Bathory e Hellhammer/Celtic Frost, a discução toma longas proporções e diversos rumos. Mas se pararmos e analizarmos friamente, todas estas contribuíram e muito para a formação do Black Metal que ouvimos nos dias de hoje, e sem dúvida alguma são pilares do estilo. O Venom trouxe ao estilo seu nome e a abordagem principal, explícita e infame, suas letras eram uma ode ao Satanismo. Já o Bathory contribuiu muito mais para a sonoridade típica do Black Metal. Trazendo uma limitação instrumental intencional e com muita sujeira, ditados pelos vocais vomitados, e principalmente a essência crua do estilo. O Hellhammer/Celtic Frost trouxeram uma nova abordagem ao estilo. O primeiro caracterizou-se pela crueza e simplicidade, e claro a urgência que predomina o estilo. O segundo trouxe 'experimentações' e novas roupagens, como: samples, vocais líricos e teclados sem deixa é claro a intocável crueza e frieza caracteristica. Estes são sempre os lembrados, porém trago nesta postagem um trabalho que sem dúvidas contribuiu e muito ao Black Metal, mas que sempre fica como 'sombra' quando se comenta sobre a origem do estilo. In The Sign Of Evil, um trabalho que sem dúvidas deixou sua marca no Black Metal. A mistura de velocidade e fúria do Hardcore com o peso de Venom, Tank e Motörhead, forjaram uma música única, a marca do Sodom. De produção tosca, riffs rasgados e incessantes, bateria desemfreada com vocais cuspidos, fez-se este clássico que trouxe muito mais além do que Black Metal, muniu este ao Thrash Metal Alemão, que já tinha grandes nomes como Destruction e Kreator. Oque dizer de faixas viscerais como Outbreak Of Evil, Witching Metal, Sepulchral Voice e Blasphemer? Esta ultima que sem dúvidas é o clássico dos alemães, que logo no primeiro verso já dispara: ''Black Metal is The Game I Play'', que não deixa dúvida na proposta musical do trio. Desta mistura mais que variada de estilos, o Sodom forjou uma música única, que nos dias de hoje caberia muito bem dentro do Black/Thrash executado por Desaster, Toxic Holocaust, Urn, Nocturnal e tantas outras. Desta forma não há a menor dúvida que In The Sign Of Evil é um clássico não somente na discografia desta lendária banda alemã, mas um clássico para ambos estilos, tanto o Black quanto o Thrash Metal. Trabalho que sem dúvidas deixa seu legado na história do Metal Extremo. Essencial!

http://www.mediafire.com/?nm49d902fedwwd9

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Burzum - Belus (2010)


Belus sem dúvida é um álbum que marcou definitivamente o legado do Burzum e cravou este como um novo 'recomeço'. Após dezesseis anos da perda de sua liberdade, Varg retorna a sociedade com um grande amadurecimento pessoal, que obviamente se espelhou em seu trabalho profissional, resultando na elaboração de Belus, que 'estréia' não somente o retorno desta lenda, mas também uma nova roupagem musical amadurecida e ainda mais fascinante. Neste Varg explora de maneira dinâmica, ainda que bem simples, novos vocais, riffs elaborados, até mesmo uma produção mais detalhista, mas principalmente o conceito do albúm, que é sobre Belus, Deus Mitológico (Apolo, Belenus). Esta nova roupagem do Burzum abriu espaço para influências diversas que vão de Slayer, faixa 'Sverddans' com direito a um solo a lá Bathory, 'Keliohesten' com seu andamento intrínseco e os tremolos do Black Metal Noruegues, e claro o Black Metal básico e característico em 'Belus' Doed'. É fato que Varg expandiu a música do Burzum deixando tudo bem mais ali na 'cara', e com esta produção cuidadosa, ainda que não tire a sujeira característica, Belus transcorre por marcas do passado com uma visão futurista da musicalidade que seria explorada ainda mais em Fallen (2011). Essas marcas antigas são realmente o ponto em que Varg busca, com sua música hipnótica e ritualista, Belus também começa com uma introdução e termina da mesma forma. Como o mesmo já disse uma vez '' O albúm possui uma história completa, com início e fim, e o fim na maioria das vezes é oque viria no começo do álbum, fazendo dela uma história circular, repetindo a si mesma 'ad infinitum''. E realmente é assim, Belus é ainda mais ritualista que trabalhos anteriores ainda mais versátil e diversificado, e estranhamente semelhante ao que ouvimos no começo de sua carreira. Desde Burzum/Aske, Varg já mostrava sua música característica muito diferente da época, com uma essência triste, hipnótica e arrastada. Mesmo abusando de tons e cores dentro deste trabalho, a arte final continua a mesma, já que sua essência amadureceu, mas não se esqueceu. O retorno de uma lenda.

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Celtic Frost - Into The Pandemonium (1987)


Os Suíços do Celtic Frost sem dúvida alguma deixaram um legado mais que importante para o Metal, mais precisamente para o Black e Death Metal. Antes mesmo de ser formado, Tom Warrior fazia parte de outra lenda do metal extremo, o Hellhammer, que influencia diversas bandas principalmente do Black Metal até os dias de hoje. Bom exemplo disto, o pseudônimo do baterista Hellhammer (Mayhem, Arcturus, ex-Dimmu Borgir,) retirou o mesmo desta lendária banda. Desta forma chegamos ao segundo trabalho dos suíços, Into The Pandemonium, que crava definitivamente o nome do Celtic Frost no estilo tanto quando o primeiro, To Mega Therion. Após um começo exercendo uma mistura ousada de Thrash/Death/Black Metal, com elementos diversos, como vocais femininos e orquestrações, sempre prevalecendo a crueza e a primitividade característica, Into The Pandemonium chega com uma nova percepção musical e claro uma nova abordagem. Deixando de lado a agressividade e velocidade de outrora, experimentações chegaram muito mais constantes e em maior volume, abrindo espaço para maior utilização de orquestrações, vocais femininos operísticos e samplers, trazendo uma profundidade musical sombria e claro expressiva ao trabalho. Into The Pandemonium na época gerou bastante furor pela questão deste ‘abandono’ das raízes, porém as ‘experimentações’, seriam muito mais reconhecidas anos mais tarde, servindo de influência para diversas bandas. O fato é que Into The Pandemonium, é experimentação sobe emoção. Como até mesmo disse o baixista Martin Ain: ‘’Existem mais sentimentos a serem expressos do que somente agressividade e destruição’’ e realmente isso é expressado severamente em cada faixa deste monumental álbum. De influências híbridas e diversas que vão das sombras de Bauhaus, Sisters of Mercy, Christian Death, faixas como: ‘’Mesmerized e Sorrows of The Moon’’, até o mais simples instrumental do Venom, enraizadas no passado, ‘’Babylon Feel, I Won’t Dance’’, e da estranheza musical de ‘’One In Their Pride’’, fez-se este clássico do Metal Extremo, que influenciou toda a primeira geração do Black Metal dos anos 90 e que continua até nos dias de hoje. Em tons divergentes dos ‘padrões’ propostos, ousado e inovador, ou muito estranho para a época, Into The Pandemonium é um trabalho original e singular, que de certa forma encerra a musicalidade vanguardista , crua, nua e tão cheia de sentimentos, que se perderia com passar dos anos por seus próprios músicos, em trabalhos tão distantes deste. Simplismente essencial.


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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Rotting Christ - Aealo (2010)


O Rotting Christ se tornou um monumento do Black Metal grego com o passar dos anos. Começando seus primeiros passos executando um grindcore mais que simples, os contornos divergentes começaram a serem escritos três anos após três demos de puro ‘noise’. Satanas Tedeum foi a demo divisora de águas dos Gregos, que definitivamente os colocaram de frente para o Black Metal, que daí em diante, só viriam se distanciar do mesmo de A Dead Poem em diante. Desta forma chegamos ao décimo trabalho dos gregos, Aealo, que é definitivamente um dos trabalhos mais inspirados e diferente desde A Dead Poem. Mais que aguardado pelos apreciadores da banda, a ansiedade deste novo trabalho se deu também pela curiosidade do que seria composto, já que com o distanciamento do Black Metal nos trabalhos anteriores a banda não estava tendo uma resposta muito positiva. E assim começa Aealo, com sua faixa título esbanjando grandes surpresas. A produção mais que cristalina deixou cada instrumento perfeitamente audível, mas destaco as guitarras (sempre impressionantes) gravadas bem a frente e muito mais ‘limpas’, ganhando o dobro do peso. A voz de Sakis está ainda mais rasgada e até mesmo a expressão com que ele canta mudou, utilizando uma linha mais ‘emocional’ e imponente, passa uma boa intensidade. A trinca que segue após Aealo impressiona, Eon Aenaos, Demonon Vrosis e Noctis Era, são um desfile de melodias e muito peso. Guitarras cavalgadas contrastam com melodias e bumbos duplos, que por falar neles quebram o ritmo de todo este trabalho, prevalecendo muito mais a intensidade e a cadência do que a velocidade desenfreada. Vale destacar o excelente trabalho de teclados, coros, e vozes femininas que são o plano de fundo de todo o trabalho. Eles que traduzem toda a essência e o clima épico e heroico em cada faixa de Aealo. Após uma faixa instrumental e a ótima Fire Death and Fear, seguida por mais uma instrumental, chegamos a trinca final do álbum. E a avalanche de peso, melodia e cadência aparece mais uma vez para impressionar, ...Pir Threontai, Thou Art Lord e Santa Muerte fecham Aealo com a mesma magnificência com que começa. Grande destaque, Thou Art Lord traz a voz narrada de Nemetheana do Primordial, que unida ao instrumental arrastado, sua voz grave dita o ritmo e traz uma roupagem soturna a música. Finalizando este grande trabalho, os Gregos executam um cover absoluto para Orders From The Dead do Diamond Galas, que além de impressionante encaixa perfeitamente com a sonoridade do álbum. Aealo finaliza nossa viagem á 2000 A.C. pela Grécia antiga, nos tempos heroicos de guerra e orgulho. Marcando o retorno triunfante deste monumento do Black Metal Grego.


http://www.mediafire.com/?0iiqm10mzjk

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Svartrit - I - (2010)


O Savartrit é uma horda Suéca relativamente nova, formada a oito anos o quarteto traz neste seu primeiro álbum todas influências latentes da veia do seu país. Influênciados principalmente pelo Black Metal do começo anos noventa, trazem características old-school com uma roupagem muito própria. Neste primeiro trabalho que conta com onze faixas, a horda explorou das mais ricas características da escola de seu país, melodias frias e a velocidade. O trabalho de guitarra é impressionante, são tremolos incansáveis uns atrás dos outros o tempo todo, que com muita melodia rasgam todas faixas do álbum de forma incansável e interrupta. O trabalho das guitarra são sem dúvida o ponto alto do álbum, muito bem construídas exploram de forma diversificada melodias frias e cortantes que soam impressionantes em faixas como: Magiska Riter, Svartrit, Svarthetens Rida e Mansklighetens Fall só para citar alguns exemplos deste excelente trabalho. A audição de I é bem crua, ainda que conte com uma produção não tão suja e músicos que exploram bem variações rítmicas e harmônicas, a essência musical deste primeiro trabalho expõe uma certa primitividade. Fica muito difícil citar uma faixa em destaque, pois cada uma delas traz linhas de guitarras impressionantes, mas arrisco na faixa Svarthetens Rida que inicia com um riff cavalgado e harmonico caindo mais tarde nos tremolos magistrais, simplismente uma marca do Svartrit. Em suma, uma estréia magistral destes Suécos que misturaram com muita destreza a velha escola com uma roupagem 'moderna' e claro com a cara do Svartrit. Essencial para amantes de boas doses de melodia e muita frieza. ESSENCIAL!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

K´Taagar - Árvore do Terror (2011) (EP)


O K´Taagar é o mais recente projeto do multi-instrumentista J.Held, que como bem sabemos integra tambem o Ecce Hommo. Muito diferente da proposta de outrora o K´Taagar, logo de cara pega até mesmo de surpresa aqueles desavisados e desacostumados com a fúria intensa e intermitente do Ecce Hommo. Explorando uma roupagem lírica e sonora mais elaborada J.Held mostrou neste como em seu outro projeto que sua música mesmo tendendo pela primitividade e a essência mais pura, leva consigo melodias simples que fixam o ouvinte e que assim marcam todos seus trabalhos. Contendo duas faixas este EP traz uma audição típica do Viking/Folk Black Metal dos anos 90. Sem muita velocidade instrumental e muito requinte técnico, toda crueza e frieza contida aqui é transportada em riffs e melodias simples, que se repetem ao longo das faixas, e nos remetem diretamente aos primordios de bandas como: Mithotyn, Frostmoon, 'Old' Primordial e Asgard. Outro grande destaque do trabalho são as letras, que trazem a essência da velha honra e do orgulho que fora deixados para traz. Todas elas cantandas em português pela voz rouca e imponente de J.Held que quase as narra. Em suma este curto EP traz muito mais que um 'revival' do que foi feito no começo dos anos 90, mais que isto, marca com singularidade uma música orgulhosa e seletiva a aqueles que sentem e se orgulham da mesma forma de quem a faz. São poucos com o conhecimento de causa e com a fome músical, são poucos que sentem o verdadeiro espírito...FUDIDO!